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Jovens também precisam se preocupar com o coração



Ocorrências de infartos têm aumentado entre esse público e especialista alerta para prevenção

O infarto, uma condição médica historicamente associada a pessoas mais velhas, tem aparecido com frequência crescente entre adultos jovens. Uma pesquisa do Ministério da Saúde mostra que os casos de infarto em pessoas com menos de 40 anos cresceram mais de 150% na última década, indicando também uma alta de 9% nas mortes dentro desse grupo. Os principais sintomas são dor ou desconforto no peito, que pode se espalhar para braços, costas ou pescoço.

Segundo o cardiologista Vinícius Marques Rodrigues, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, diversos fatores podem estar entre os que fizeram o crescimento desse problema entre esse público. “Obesidade, sedentarismo, uso de cigarros eletrônicos, mal controle dos fatores de riscos como hipertensão arterial, colesterol, grau de ansiedade maior nas pessoas, estresse, uso abusivo de hormônios, energéticos, anfetaminas e outros mais”, afirma.

O especialista lembra que fatores genéticos podem influenciar no infarto dos mais jovens. “É preciso investigar se já houve morte súbita em alguém da família, realizar atividades físicas regulares, controlar os fatores de risco como colesterol, diabetes e hipertensão, além de parar de fumar são medidas básicas que podem evitar a progressão da doença cardiovascular”, elenca.

Acompanhamento médico

Vinícius Marques lembra que a partir dos 40 anos sempre foi a idade recomendada para se preocupar com a saúde cardiovascular e iniciar o acompanhamento com um cardiologista. “Porém, com a incidência aumentada de eventos cardiológicos em jovens a partir de 20 anos, se eles possuírem algum fator de risco ou algum caso na família, devem iniciar mais cedo as avaliações anuais de rotina”, pontua.

Mesmo entre os atletas e aqueles que praticam atividades físicas com frequência precisam fazer exames para acompanhar a saúde cardíaca. “Atletas não são poupados, existem doenças que se desenvolvem durante a vida adulta. Nos últimos anos as doenças coronarianas aumentaram muito. Exames periódicos devem ser realizados sempre, pois algumas enfermidades são silenciosas e podem ser identificadas por exames”, salienta.