Karolina Vieira

Não é de hoje que a crise no sistema de saúde pública afeta diretamente a população e os profissionais de saúde. A área no Brasil tem vivido um dos piores momentos. A falta de verba impacta negativamente a população que utiliza esse serviço, gerando falta de profissionais, de medicamentos e até da manutenção necessária nos equipamentos.

A demora é grande para o atendimento de saúde de emergência, mas a situação se agrava se o paciente precisar agendar consultas e exames. Se o paciente precisar realizar uma cirurgia, a demora cresce ainda mais. Um levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) apontou que mais de 900 mil pessoas aguardam por uma cirurgia não urgente no Sistema Único de Saúde (SUS). 750 desses pacientes esperam há mais de 10 anos para realizar os procedimentos.

Para o médico cardiologista e CEO do Consulta do Bem, a demora para realizar os exames pode significar um avanço perigoso em doenças que poderiam ter um tratamento simples, se realizado logo no início que a doença fosse descoberta. “Muitas vezes o diagnóstico precoce previne uma série de complicações e prolonga a vida do paciente”, ressalta Marcos Vinícius Gimenes.

Diante dessa situação que o país enfrenta é que tem crescido os sites e aplicativos com base em economia compartilhada. Essa modalidade cria negócios baseados no acesso ao que se quer deixando de ser uma coisa de apenas start-ups e se espalhando para grandes empresas. Sites e aplicativos desse tipo de economia são usados para driblar o problema das filas e da burocracia.

Na área de saúde uma das alternativas é o Consulta do Bem, que oferece médicos especialistas, clínicas, laboratórios, hospitais, consultas, exames, vacinas e até cirurgias, com preços acessíveis, sem filas de espera ou burocracias desnecessárias. Sem o auxílio da plataforma, o preço particular cobrado aos pacientes chega a ser até 70% mais caro e sem negociações disponíveis. “Acreditamos que colaborando para melhorar a prevenção e redução do tempo para diagnóstico e tratamento das doenças, estejamos contribuindo para que as pessoas tenham melhor qualidade de vida com menor custo para a sociedade”, conta Gimenes.

Outra alternativa que também tem ajudado bastante a população é o Consulta Remédios. Essa plataforma permite comparar preços de medicamentos e itens de perfumaria em 2.800 lojas, desde grandes redes de farmácias até farmácias independentes, em todo o Brasil. Por meio da busca geolocalizada, os usuários podem inserir o seu CEP e encontrar apenas lojas que realmente entregam em sua região.

A plataforma do Consulta Remédios pode ser acessada pela internet ou na versão app, e além da comparação de preço, traz informações detalhadas dos produtos permitindo, inclusive, baixar a bula para ler e obter informações sobre genéricos e similares, para apoiar sua decisão de compra. Pesquisas já realizadas pelo site e app comparador de preços revelaram variações de preços superiores a 900% para um mesmo produto.

“O uso da tecnologia para ajudar na economia com a compra de medicamentos já acontece em todo o Brasil. Hoje, já recebemos mais de 6,5 milhões de visitas por mês, não só para buscas referentes à remédios como também para perfumaria”, conclui Paulo Daniel Vion, CEO do Consulta Remédios.

 

Com informações de Pedro Thomaz, médico, consultor em saúde e colunista do Saúde Business