Karolina Vieira

Os casos de febre amarela voltaram a chamar a atenção no Brasil. Foi confirmado na última semana a primeira morte causada pela doença no País em 2018. Com seis casos confirmados pela Secretaria Municipal de Saúde em 2017, incluindo um óbito, Goiás e a capital Goiânia ainda não apresentam ocorrência de febre amarela nesse início de ano. Ainda assim, especialistas recomendam cautela. Vale enfatizar que os macacos não são vetores da doença, mas a contaminação deles demonstra a presença de mosquitos capazes de infectar seres humanos através de sua picada. Sendo impossível imunizar os animais silvestres, a vacinação humana é a principal forma de impedir que a febre amarela se alastre.

O infectologista Boaventura Braz alerta que prevenção é muito importante. “A vacina é 95 por cento eficiente e demora cerca de dez dias para garantir a imunização depois a primeira aplicação, por isso quem vai viajar deve tomar com antecedência”, ressalta. Braz afirma também que a doença se torna aparente de três a seis dias após a infecção. Portanto, mesmo que a doença esteja aparentemente sob controle em Goiás, o período de férias e o aguardado feriado de Carnaval em fevereiro tornam a vacinação imprescindível a todos.

Confirmada pela Secretaria Estadual do Rio de Janeiro, a primeira morte por causa da doença em 2018 foi registrada em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A vítima, um homem de 48 anos, morava no bairro Canoas, zona rural da cidade e morreu no dia 7 deste mês. Ainda no Rio, um dos principais destinos turísticos de férias e Carnaval, foram registrados 27 casos da febre amarela silvestre em 2017, com nove óbitos. Ao todo, a secretaria informou que 12 localidades tiveram casos confirmados da doença em macacos, mas garantiu que não há registros de febre amarela urbana no Estado. Mesmo assim, a secretaria reforçou a vacinação contra doença na cidade.

Em Minas Gerais a situação é ainda mais grave. Em todo o Estado já são contabilizados 11 óbitos entre o fim do ano passado e os primeiros dias de 2018. De acordo com os dados, de julho de 2017 até o momento ocorreram 460 epizootias, que são as mortes de macacos, em 114 municípios mineiros. Em 21 cidades foi confirmada a febre amarela como causa, sendo quatro delas na Zona da Mata. Ainda seguem em investigação as mortes de macacos em outros sete municípios.