Karolina Vieira

O medicamento aprovado pela Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA, na sigla em inglês) é o Abilify MyCite (aripiprazole), usado para tratar transtornos mentais como esquizofrenia e depressão em adultos. Essa é a primeira pílula que pode ser digitalmente monitorada pelo corpo. Nela foi acoplado um sensor que registra se o remédio foi tomado ou não.

A pílula é do tamanho de um grão de areia. O sensor do dispositivo é acionado quando entra em contato com o fluído estomacal. O que pode demorar de 30 minutos a duas horas para acontecer, e só assim a ingestão será detectada. O equipamento funciona da seguinte forma, um adesivo é usado pelo paciente que recebe e transmite essa informação ao seu celular. O médico que prescrever o remédio também poderá acessar esses dados, caso o paciente permita.

“Ser capaz de rastrear a ingestão de medicamentos prescritos para transtornos mentais pode ser útil para alguns pacientes”, afirma Mitchell Mathis, da FDA. “A FDA apoia o desenvolvimento e o uso de novas tecnologias na prescrição de medicamentos e é comprometida em trabalhar ao lado das companhias para entender como a tecnologia pode beneficiar pacientes e médicos”, destaca Mathis. Especialistas acreditam que a tecnologia pode ajudar a melhorar o monitoramento e adequação das medicações. Porém, a empresa responsável pela pílula ressalta que o produto não teve resultados comprovados para isso.

Entretanto, as pílulas têm algumas restrições. De acordo com a bula, o medicamento pode ser usado para rastrear a ingestão em tempo real ou de emergência. Pessoas idosas e crianças com transtornos mentais também não tem autorização para tomar o medicamento. Todos os pacientes que estiverem fazendo o uso da pílula precisam obrigatoriamente ter acompanhamento médico.