Karolina Vieira

Na Semana Nacional de Combate ao Tabagismo, Goiânia teve destaque positivo no resultado da última edição da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Segundo o estudo, os moradores da capital estão fumando cada vez menos em casa e expondo os familiares aos riscos do tabagismo passivo. Em oito anos, o índice registrou queda de 41,8% no número de fumantes passivos no domicílio, caindo de 11,7%, no ano de 2009, para 6,8% no ano passado. O dado foi divulgado na última terça-feira (29/08), pelo Ministério da Saúde, em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Nos últimos 10 anos, Goiânia também registrou queda de 26,4% no número de fumantes, passando de 14%, em 2006, para 10,3%, no ano passado. Nos dados gerais em todo o país, houve diminuição de 35% no número de fumantes e a prevalência caiu de 15,7% em 2006, para 10,2% em 2016. Na avaliação por gênero, os homens ainda fumam mais que as mulheres, sendo 12,7% deles contra 8% delas. Quando analisados por faixa etária, os dados mostram maior incidência de fumantes dos 55 a 64 anos (13,5%) e menor nos idosos com mais de 65 anos (7,7%) ou nos adultos jovens antes dos 25 anos (7,4).

Comparada com outras capitais, Goiânia é a décima com a menor prevalência do índice. Quando observado o sexo, as mulheres da capital goiana apresentaram maior prevalência de fumantes passivos em casa (7,4%), em comparação com os homens (6,1%). A pesquisa foi feita por telefone nas 26 capitais e no Distrito Federal e contou com 53.210 entrevistas.

O tabagismo passivo é causa de doenças e morte. Em 2015, foram registrados pelo Mnistério da Saúde quase 18 mil óbitos, sendo uma das principais causas de mortes atribuíveis ao tabaco. A fumaça difundida no ambiente faz com que o fumante passivo inale quase a mesma a quantidade de poluentes que os fumantes, mesmo sem fumar. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2013, o tabagismo passivo foi a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e para o consumo excessivo de álcool.

Os efeitos imediatos da poluição ambiental pela fumaça do tabaco de curto prazo são irritação nasal e nos olhos, dor de cabeça, irritação na garganta, vertigem, náusea, tosse e problemas respiratórios. Porém, a exposição também causa prejuízos na saúde a longo prazo, como o aumento do risco de câncer de pulmão, de infarto, e de várias outras doenças graves e fatais relacionadas ao tabagismo.