Dia 11 de outubro é comemorado o Dia Mundial de Combate à Obesidade, doença séria que se tornou epidemia no Brasil e vem preocupando profissionais da saúde. Em dez anos, a obesidade avançou em todas as faixas etárias no País. Um em cada cinco brasileiros está obeso, mais da metade dos adultos está com excesso de peso e um terço das crianças estão fora do peso ideal. Dados alarmantes como esses mostram que a doença é uma epidemia nacional e precisamos, com urgência, falar sobre meios de combater seu avanço sem preconceitos.

Se os índices continuarem crescendo no mesmo ritmo, em 2022 é estimado que quase 50% das crianças sofrerão com a obesidade infantil, por isso é importante conscientizar a sociedade que a obesidade é uma doença multifatorial que precisa ser tratada com respeito, evitando culpabilizar o paciente e buscando não disseminar informações sensacionalistas com receitas milagrosas e medicamentos sem prescrição médica.

Além disso, segundo a médica endocrinologista e preceptora das residências médicas de Clínica Médica e de Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, Fernanda Braga, a obesidade é uma doença crônica que precisa de diagnóstico e acompanhamento do paciente enquanto durar o tratamento, que pode ser longo.

Criança não come verdura

Estou acima do peso e agora?

O primeiro passo é procurar um médico que possa auxiliar no diagnóstico dessa obesidade. Infelizmente, para alguns casos de obesidade em que a saúde está fragilizada e existem doenças associadas e muito peso acumulado, a saída são procedimentos mais complexos ou cirurgias. Seja qual for o tratamento para o sobrepeso e a obesidade é preciso ter acompanhamento de médico, nutricionista, psicólogo, educador físico, dentre outros profissionais, o que é fundamental para a perda de peso mantida a longo prazo.

Depois de consultar um médico e realizar exames, ele provavelmente indicará procurar um nutricionista, que é o profissional habilitado para criar uma dieta adequada para cada caso de cada paciente. No caso das crianças, quanto mais cedo der início ao tratamento, mais fácil de incentivar e criar a rotina da alimentação saudável, evitando alimentos gordurosos, cheios de açúcares e sem nutrientes necessários ao seu desenvolvimento.

 

Dicas importantes

– Evitar o consumo de alimentos ricos em açúcares e pobres em nutrientes como doces e refrigerantes

– Minimizar ao máximo o consumo de alimentos industrializados

– Dar preferência para os alimentos naturais como frutas, verduras, grãos e legumes

– Escolher sempre versões integrais dos alimentos

– Não comer por compulsão, saber descobrir os sinais de fome do corpo

– Não se alimentar com distrações como TV ou celular