Karolina Vieira

Um levantamento realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) mostram que as doenças respiratórias associadas à gripe sazonal matam até 650 mil pessoas por ano no mundo. De acordo com a OMS houve um aumento de casos nos últimos dez anos, quando morriam 500 mil pessoas por ano. Segundo as estatísticas, as mortes acontecem em países mais pobres, regiões da África subsaariana e do sudeste asiático. A maioria dos casos também foi registrado em pacientes com mais de 75 anos.

E esse risco de morte aumenta até em pessoas mais novas, principalmente quando está associado a outras condições médicas, como doenças cardiovasculares e diabetes. Pacientes diabéticos morrem mais em períodos de epidemia de gripe. Por isso, algumas organizações de saúde no mundo, como a American Diabetes Association, também recomendam a vacinação para diabéticos.

Já para os casos de doença cardiovascular, além da gripe levar a mais complicações nesses pacientes, a condição respiratória também pode aumentar o risco de desenvolver a doença. Segundo a OMS, a ação inflamatória da gripe aumenta o risco de coágulos que bloqueiam a passagem do sangue, o que pode levar ao infarto e outras complicações.

Por esse motivo é tão importante que pacientes que tenham essas doenças sejam vacinados contra gripe. No Brasil, por exemplo, este ano foram vacinados 35,1 milhões de pessoas. Esse total considera todos os grupos com indicação para a vacina, incluindo população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades.

A população prioritária desta campanha, que não considera esses grupos, é de 54,2 milhões de pessoas. Desse total, 63,6% foram vacinados. Já os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 15,1 milhões de doses aplicadas, o que representa 72,4% deste público.