Karolina Vieira

Nove países, entre eles o Brasil, estão qualificados para eliminar a hepatite C até 2030, segundo dados do Observatório Polaris – iniciativa do CDA Foundation, ONG americana criada para acelerar metas globais para a eliminação da hepatite B e C. Austrália, Egito, Geórgia, Alemanha, Islândia, Japão, Holanda e Catar aparecem junto ao Brasil como países que caminham rumo à eliminação da doença nos próximos anos. De acordo com a ONG, as nações se comprometeram em expandir medicamentos com ação direta, que tenham taxa de cura que pode chegar a 98%.

Esses medicamentos trouxeram a esperança de que a eliminação da hepatite seja uma possibilidade real. Segundo o relatório apresentado, mais de 30 mil pacientes com hepatite C foram tratados e curados em 2016. No Brasil, esses novos compostos passaram a ser oferecidos em 2015, mas com restrições.

Ainda de acordo com o documento, o Ministério da Saúde se comprometeu tratar todas as pessoas com hepatite C que estejam com qualquer fase da doença e isso vai ajudar o país atingir a eliminação. Atualmente apenas pacientes que têm maiores danos no fígado recebem os medicamentos que apresentaram alta taxa de cura, segundo os dados do Observatório Polaris. A nova diretriz, com a expansão do tratamento, deve entrar em vigor já no ano que vem.

Há 657 mil pessoas no Brasil com infecção por hepatite C, segundo o Ministério da Saúde. A pasta informou que tem como meta tratar 50 mil pacientes com hepatite C por ano. O país também planeja apresentar novas iniciativas para testar resultados no máximo possível de pacientes. Além da expansão do tratamento no Brasil, também são oferecidas vacinas de hepatite B para toda a população.