Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), estima-se que pelo menos 300 mil pessoas com Síndrome de Down vivam no Brasil. Hoje, a taxa de natalidade gira em torno de um para cada 700 bebês nascidos e a expectativa mundial de pessoas com trissomia 21 aumentou em 2,7 anos nas últimas décadas. Por isso, neste 21 de março, Dia Internacional da Síndrome de Down, traz o alerta da importância da estimulação precoce.

 

O que é a Síndrome de Down?

Associada a um possível déficit intelectual em maior ou menor grau, a condição ainda é cercada desinformação e preconceito. A síndrome não é determinada por fatores hereditários, mas ocorre de uma mutação durante o desenvolvimento do embrião, que leva à trissomia do cromossomo 21.

Portanto, assim como pais sem trissomia podem gerar bebês com a Síndrome de Down, filhos de casais com a mutação podem nascer sem ela. Além de exames pré-natais, sinais no nascimento como olhos arredondados e inclinados para cima, hipotonia – redução de tônus muscular comum à Síndrome de Down que resulta em menor firmeza de postura, deixando o bebê mais “mole” -, estatura menor e outros são parte do diagnóstico como esclarece a pediatra Ana Márcia Guimarães.

 

Como incluir a criança com Síndrome de Down?

As alterações físicas e intelectuais características à mutação estão entre os fatores que motivaram a criação do Dia Internacional da Síndrome de Down. A data que busca a conscientização de como a pessoa afetada pode ser tão integrada à sociedade como as demais. Contudo, a especialista explica que a inclusão, especialmente na infância, requer mais do que aceitação.

“A questão da inclusão é bastante complicada. As escolas, por exemplo, têm se mostrado abertas, mas muitas vezes não estão preparadas”, avalia a especialista. Segundo ela, mesmo as instituições com boas políticas de recepção de crianças especiais muitas vezes carecem de professores e assistentes treinados para atender às necessidades dessas crianças em sala ou lidar com crises.

 

Como os pais devem lidar com a Síndrome de Down?

A preparação para oferecer qualidade de vida à pessoa com a síndrome, no entanto, começa no seio familiar. Para a pediatra, é importante que os pais e demais familiares busquem acompanhamento especializado precoce, desde o pediatra.

É esse profissional que se encarregará de indicar a necessidade de tratamentos como fisioterapia motora, fonoaudiologia, psicopedagogia e outros. Com isso, a criança poderá enfrentar condições como a hipotonia e o déficit intelectual e desenvolver habilidades como sentar, andar ou comer,assim como as demais crianças de sua faixa etária.

Observados esses cuidados, a pediatra acredita que a pessoa com Síndrome de Down pode acompanhar seus pares de maneira funcional e desfrutar dos diversos estágios da vida. Da mesma forma, são capazes as pessoas afetadas por outras condições especiais como o autismo, por exemplo.

 

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