O Dia Mundial de Luta Contra à Hanseníase é comemorado sempre no último domingo de janeiro. Neste ano, foi celebrado no dia 27. Mas a campanha, batizada de Janeiro Roxo, teve ações durante todo o mês. O objetivo é melhorar o controle da doença, orientar e conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Também conhecida como lepra, a Hanseníase é considerada a enfermidade mais antiga da humanidade. No Brasil ainda é um problema de saúde pública. Temos um dos índices mais altos: por ano, são registrados quase 30 mil novos casos no país. Sua evolução é lenta e pode levar até 20 anos para que os sinais da infecção sejam detectados.

Quais são as causas e sintomas?

A doença é infectocontagiosa, transmitida pela respiração a partir do contato com pacientes não tratados. Ela não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada.

Os principais sintomas são manchas na pele, únicas ou várias e de diferentes formas e tonalidades, claras ou avermelhadas. Essas manchas podem provocar também alterações de sensibilidade ao frio, calor e toque. Outros sintomas são formigamento, sensação de choque, dormência e queimaduras nas mãos e pés pela perda da sensibilidade, além de falta de força e problemas nos olhos.

Qual o tratamento para hanseníase e onde buscá-lo?

A hanseníase tem cura e, embora seja muito estigmatizada e carregada de preconceito, o tratamento é simples: um coquetel composto de dois ou três antibióticos, de acordo com a gravidade do caso. O tratamento tem duração média de um ano e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da rede pública. Tudo é feito em ambulatório, sem necessidade de internação e evita o contágio logo na primeira dose.

Quais os riscos de sequelas?

Mesmo com a aparente facilidade, as pessoas que adoecem no Brasil demoram a se tratar e, muitas vezes, também demoram a ter o diagnóstico da doença. Quando descoberta a tempo, o paciente para de transmitir a doença e não fica com sequelas. Por isso, a recomendação é sempre estar atento a manchas que surgem no corpo e buscar acompanhamento frequente de um dermatologista.