Pesquisa apresentada na Conferência de Câncer do NCRI de 2018, realizada na última semana em Glasgow, na Escócia, mostraram que o número de homens que morrem de melanoma maligno aumentou em populações em todo o mundo. Em contrapartida, as taxas de morte de mulheres em alguns países são constantes ou decrescentes. O melanoma não é o tipo mais comum de câncer de pele, mas é o mais letal representando 5% dos casos de câncer de pele, mas com grande capacidade de metástase que atingem órgãos como o fígado, pulmões e o cérebro.

Com origem nos melanócitos, células que produzem melanina, a doença quase sempre surge como uma lesão enegrecida na pele, ou com uma parte enegrecida misturada à outras cores. Pesquisadores estudaram dados mundiais sobre mortes coletados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com foco em 33 países.

Segundo os pesquisadores, é preciso mais pesquisas para descobrir os motivos da tendência e já existem trabalhos em andamento buscando por fatores biológicos que expliquem essa maior mortalidade no sexo masculino. Porém, sabe-se que os homens são menos propensos a se protegerem do sol e se engajam menos em campanhas de conscientização e prevenção do melanoma. Por isso, enquanto essas pesquisas não são concluídas, é preciso maior esforço dos órgãos de saúde pública com campanhas direcionadas para conscientizar os homens sobre importância de se proteger.

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Como me proteger do câncer de pele?

O câncer de pele é mais frequente em pessoas com mais de 40 anos, de pele clara e sensível à ação dos raios solares ou com doenças cutâneas prévias. Para se proteger é preciso:

– Ter cuidado com a exposição solar (lembrando que os danos na pele se acumulam, portanto ao longo da vida quanto menos queimaduras solares, menores os riscos)

– Usar filto solar FPS no mínimo 30 todos os dias e reaplicar de três em três horas, esperando pelo menos 30 minutos após a aplicação para se expor ao sol

– Evitar exposição solar das 10h às 16h pois os raios UVB são os mais prejudiciais e são mais concentrados nesses horários de sol mais forte

– Usar barreiras físicas de proteção, como chapéus, camisetas com proteção uv -Line e óculos

– Observar sua pele e ficar atento ao sinal de qualquer mudança em pintas como tamanho, formato e cor, além de observar manchas que coçam, descamam ou sangram e que não cicatrizam

– Ir ao dermatologista regularmente, especialmente pessoas com fatores de risco (pele clara, histórico familiar, etc)

 

Como posso identificar um câncer de pele?

Para facilitar a identificação de lesões suspeitas, os dermatologistas criaram a metodologia ABCDE, que ajuda a identificar lesões de pele suspeitas:

Assimetria: quanto mais assimétrica uma mancha ou pinta, maior o risco;

Bordas: bordas irregulares também são sinais de perigo;

Cor: pintas com mais de uma cor e com tons pretos podem ser melanoma;

Diâmetro: lesões com mais de 5 milímetros merecem mais atenção;

Evolução: mudanças na cor, tamanho ou forma devem ser investigadas